quinta-feira, 24 de março de 2011

P 51 - O Brasil na Vanguarda da Produção de Óleo e Gás em águas ultra profundas

A Plataforma P 51 é um orgulho nacional pois dá crédito a indústria do petróleo em nosso país. Conquista monumental, esta plataforma é uma maravilha da construção naval e coloca o Brasil na vanguarda da produção de óleo e gás em lâminas d`água ultra profundas.
Este é mais um vídeo produzido pela Petrobras.

Investimentos que não cessam

O Globo, Negócios & Cia - Flávia Oliveira

          Passa de USD 100 bilhões, quase metade do PIB fluminense, o volume de investimentos que o Estado do Rio deve receber até 2020. A Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico listou os projetos públicos e privados que estão em carteira neste início de 2011. São quase 80 obras e empreendimentos que somam R$ 213,8 bilhões em investimentos e devem gerar 104 mil novos empregos no Rio nesta década.
          Estão na secretaria, em busca de incentivos tributários, terrenos ou interlocução com outros poderes, projetos do porte da usina nuclear Angra 3 (R$ 4 bilhões), do Comperj (R$ 14,6 bi) e o par de termelétricas (a gás e carvão) do Complexo Portuário do Açu (R$ 8,3 bi). Ações do setor público, como o Arco Metropolitano (R$ 1,2 bi), a reforma do Maracanã (R$ 700 milhões) e a reurbanização da área portuária do Rio (R$ 3,5 bilhões) também integram o levantamento.

Indústria naval deverá empregar 100 mil até 2016

J. Commercio, Economia - Lucas Vettorazzo

          A indústria naval brasileira deverá alcançar seu pico de postos de trabalho de 2014 a 2016, atingindo cerca de 100 mil empregos diretos no setor, volume que é praticamente o dobro dos 56 mil registrados ao fim do ano passado. O crescimento será observado devido à conclusão de 13 novos estaleiros no Brasil e na modernização dos existentes. A estimativa foi feita ontem pelo secretário-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval), Sergio Leal.
          Segundo Leal, quando a marca de 100 mil empregos for batida, o Brasil terá ultrapassado seu recorde anterior de 70 mil empregos, alcançado no fim da década de 70, quando o País figurava na segunda posição do ranking das maiores carteiras de encomendas da indústria naval mundial. Em 2000, havia 1,9 mil empregados na indústria, enquanto hoje há os referidos 56 mil. No que diz respeito aos financiamentos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), principal agente de fomento do setor, foi observado também um crescimento substancial ao longo dos anos. Em 2001, o fundo liberou R$ 305 milhões em empréstimos, enquanto em 2010 esse número chegou a R$ 2,09 bilhões, somente até outubro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pré-sal - Teste de Longa Duração no Campo de Tupi

Amigos do TecnOilGas, estou postando este video, produzido pela Petrobras, para que seja possível que vocês conheçam um pouco sobre as reservas do Pré-sal.

Royalties rendem a Macaé mais de R$ 106 milhões em três meses

O Debate On, Márcio Siqueira

          Em mais uma repasse disponibilizado ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), os cofres públicos macaenses receberam R$ 31,5 milhões em royalties. A quantia é superior ao valor registrado pelo município no ano passado, aumento significativo que vem sendo captado pelo governo nos últimos meses, garantindo assim o esperado excesso de arrecadação. O novo repasse é cerca de um R$ 1 milhão superior ao valor recebido pelo município no mesmo período do ano passado. No total, Macaé já recebeu em 2011 R$ 106.520.755,86 em royalties e a parcela da Participação Especial disponibilizada em fevereiro, o que equivale a pouco mais de R$ 35 milhões por mês.
          Caminhando para registrar um dos maiores volumes de arrecadação nos últimos anos, Macaé vem sendo beneficiada pela valorização do barril do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca dos US$ 100, valor aguardado apenas para o segundo semestre deste ano. Além disso, a descoberta de novos reservatórios de óleo e gás natural, assim como o aumento no processo exploratório na Bacia de Campos contribuem também para que Macaé registre o aumento de cerca de 15% no volume de arrecadação neste ano.

Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil e no exterior cresceu 1,7% em fevereiro

NN - Redação

          A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, em fevereiro, foi de 2.603.953 barris equivalentes de óleo, por dia (boed). Esse resultado ficou 1,7% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010 e foi 2,2% menor que o volume total extraído em janeiro deste ano. Considerados apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás alcançou 2.353.340 barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando um aumento de 1,8% em relação a fevereiro do ano passado. Esse volume ficou 2,8% abaixo da produção de janeiro deste ano, devido a paradas programadas da produção em algumas plataformas, durante o mês.

           A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2.019.508 barris diários. Esse resultado reflete um acréscimo de 1,6% sobre fevereiro de 2010 e um decréscimo de 2,4% em relação à produção de janeiro deste ano. A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu, em fevereiro, 53 milhões e 75 mil metros cúbicos diários. Isso corresponde a um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com as paradas programadas de plataformas, o volume de gás produzido em fevereiro foi 5,5% inferior ao de janeiro deste ano.

Pré-sal: reservas podem dobrar em até cinco anos

J. Commercio, Economia - Elisa Soares

          A Petrobras pode ter suas reservas de petróleo dobradas no prazo de quatro a cinco anos, quando forem declaradas comerciáveis as áreas do pré-sal, anunciou ontem o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. Ele participou do UK Energy in Brazil, evento para estimular acordos produtivos e econômicos entre Brasil e Reino Unido na área de energia, sediado no hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro.
          “Nós já temos identificado, hoje, de 10 bilhões de barris de óleo recuperável a 16 bilhões nos campos de Guará, Lula e Cernambi, na Bacia de Santos, e nos reservatórios no Espírito Santo e na Bacia de Campos (RJ)”, disse. Gabrielli lembrou que a estatal possui, atualmente, 15 bilhões de barris de reservas que, somadas a esta nova previsão, elevariam as estimativas para volumes de 25 bilhões a 31 bilhões de barris. A este número serão somados, ainda, os 5 bilhões de barris que a Petrobras adquiriu no ano passado, por meio de cessão onerosa. O resultado coloca as reservas de petróleo da companhia em um patamar de 30 bilhões a 35 bilhões de barris a partir do momento em que os campos de pré-sal tiverem sua produção iniciada.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Avaliação de Formações - Parte VII

SÍSMICA 3D e SÍSMICA 4D
          Da forma como apresentado até agora o levantamento sísmico constava apenas de uma linha de receptores conectados através dos cabos sismógrafos. Este tipo de levantamento é chamado de sísmica 2D. 
          Na sísmica dita 3D os procedimentos para aquisição dos dados são os mesmos, porém, ao invés de termos apenas uma linha de receptores, temos cinco ou seis, fazendo com que um mesmo ponto, além de ser varrido várias vezes pelo mesmo disparo em um cabo, seja varrido também por outros cabos. Os levantamentos sísmicos 3D são mais caros que os levantamentos sísmicos 2D, tanto pela quantidade e qualidade dos equipamentos utilizados como pelo processamento mais complexo dos dados obtidos. Em compensação os resultados são bem melhores.
          Os levantamentos sísmicos 4D são levantamentos em que a quarta dimensão é representada pelo tempo, ou seja, consta de fazer levantamentos 3D em intervalos regulares de tempo (de 6 a 12 meses). Os levantamentos sísmicos 4D, por serem cada vez melhor calibrados com o passar do tempo, pode fornecer indicações até mesmo sobre a movimentação do óleo produzido em uma área.

quinta-feira, 17 de março de 2011

EUA vão absorver maior parte do pré-sal

Folha, Mercado - Pedro Soares

          Principal destino das exportações brasileiras de petróleo, os EUA não negociam um acordo formal de suprimento do produto a longo prazo com a Petrobras, mas o país absorverá provavelmente a maior parte do óleo a ser produzido no pré-sal, afirmou à Folha o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo o executivo, os EUA, já recebem de 55% a 60% do petróleo exportado pela Petrobras - cujo volume médio, em 2010, chegou a 500 mil barris/dia. Para Costa, o país é um "mercado mundial" para o óleo brasileiro, pois a Petrobras consegue colocar o produto lá a um custo mais competitivo. Isso porque, diz, o frete é mais barato do que para outros grandes mercados de exportação da estatal, como o chinês e o indiano.
          Atualmente o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo. Ou seja, produz em óleo bruto o mesmo volume do consumo de derivados de petróleo (combústiveis e outros). Tem excedentes em alguns produtos como gasolina e óleo combústivel e importa outros como diesel e querosene de aviação. Hoje, a Petrobras busca no exterior óleo leve e vende petróleo pesado, pois as refinarias são antigas e adaptadas ao óleo importado. Em 2010, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões aos EUA em petróleo e toda a cadeia de derivados. Importou US$ 4,7 bilhões.

Eximbank terá linha de US$ 1 bi para pré-sal

Valor, Especial - Sergio Leo
          O Eximbank dos Estados Unidos deverá confirmar, durante a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, a concessão de até US$ 1 bilhão em financiamentos para projetos ligados à exploração do petróleo na camada pré-sal do Brasil, numa confirmação do interesse americano em ter o país como um de seus principais fornecedores de combustível fóssil. Desde o ano passado, o banco firmou com a Petrobras um protocolo que garante linhas de financiamento, estimadas em até US$ 2 bilhões.

          Os dois governos assinarão, ainda, um memorando de entendimento para cooperação em exploração de petróleo, que lança as bases para, no futuro, consolidar a posição brasileira como fornecedor aos EUA. Um outro programa de impacto está previsto entre os anúncios a serem feitos durante a visita de Obama: um acordo para desenvolver biocombustível para a aviação, assunto acompanhado com interesse pela Embraer.
    

quarta-feira, 16 de março de 2011

Plano de expansão da Shell destaca etanol e petróleo no País

Estadão - Negócios - Daniela Milanese

          O crescimento nas áreas de petróleo e etanol do Brasil faz parte da estratégia de negócios da Shell para os próximos anos. A empresa anunciou ontem um plano global de investimentos de US$ 100 bilhões até 2014. Apesar de não divulgar os aportes a serem realizados em cada país, o presidente da empresa, Peter Voser, disse que está "entusiasmado" com os projetos no Brasil. Maior operadora estrangeira atualmente no País, a Shell descobriu petróleo na região do pré-sal no ano passado, e agora está realizando nova perfuração na área. Conforme Voser, é algo menor do que Tupi, na linha de "centenas de milhões de barris, e não de bilhões de barris".
          A estratégia para o setor de etanol vem com a joint venture fechada com a Cosan, batizada de Raízen. Segundo Voser, o objetivo é desenvolver o biocombustível para o mercado interno e também para a exportação. O principal mercado alvo é a Europa, mas a intenção também é vender o etanol brasileiro para os Estados Unidos, tarefa considerada mais difícil pelas barreiras impostas por aquele país. "Estamos tentando convencer os Estados Unidos a reduzirem a tarifa de importação", disse.

ANP apresenta novo contrato de concessão

O Globo, Negócios & Cia - Flávia Oliveira

          A Agência Nacional de Petróleo (ANP) põe hoje em consulta pública a minuta do novo contrato de concessão de áreas para exploração e produção de óleo  e gás. É indício forte de que o órgão regulador realizará ainda este ano a 11° Rodada de Licitações, reconhece o diretor-geral Haroldo Lima. O leilão é esperado desde 2009. O texto ficará disponível no site, à espera de contribuições, por 30 dias, até 15 de abril. A partir daí, sairá o novo desenho do contrato, que valerá somento no regime de concessão. Ou seja, nada tem a ver com o pré-sal, cujos blocos estão sujeitos ao regime de partilha de produção.
          Após uma década de regulação do setor de óleo e gás, a ANP decidiu propor mudanças na relação com o setor. De cara, determina que cada bloco será alvo de um contrato. Até aqui, os investidores podiam juntar num só documento vários blocos pertencentes a um mesmo campo. A medida para a ANP vai facilitar a administração dos contratos, porque as empresas terão o desempenho analisado caso a caso, não em mais conjunto. A nova redção da ANP, também explicita o direito de a ANP cancelar o contrato de quem não cumprir o Programa Exploratório Mínimo estabelecido na licitação.

Obama chegará de olho no pré-sal brasileiro

O Globo, O País - Fernando Eichenberg

          Questões relacionadas aos combustíveis estarão na pauta da visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil. A Casa Branca expressou a necessidade de diversificar seus fornecedores de petróleo - o Brasil é visto como um potencial exportador para os EUA no futuro -, e empresas americanas manifestaram forte interesse em participar da exploração do pré-sal brasileiro. Num momento em que o petróleo atinge preços recordes por causa das revoltas sociais no mundo árabe, Obama anunciou que pretende fortalecer as relações com outros países produtores e explicitou que esse será um tema de discussão com a presidente Dilma Roussef.
          Os dois países também vão discutir, com a participação do setor privado, a elaboração conjunta de um biocombustível para ser usado na aviação.A política americana em relação à tarifação de importação do etanol brasileiro também deverá fazer parte das conversas, mas, como depende de decisões do Congresso, o impasse deverá continuar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Eike dobra investimentos e quer empresa de automação

Valor, Empresas - Paulo Trevisani e Luciana Magalhães

          O conglomerado de Eike Batista vai investir até US$ 40 milhões por dia nos próximos anos para atender à demanda crescente por commodities e produtos industrializados do Brasil. O empresário brasileiro de 54 anos disse ontem numa entrevista ao Wall Street Journal que planeja criar uma nova empresa de transportes marítimos, comprar uma empresa de automação e se associar a grandes multinacionais industriais, entre outras iniciativas. A empresa, que já tem investimentos em petróleo e gás, eletricidade, mineração, logística e imóveis, está aumentando rapidamente seus investimentos, cujo nível atual é de US$ 20 milhões diários, por causa da expansão da demanda por matérias-primas brasileiras, especialmente da China.
          Boa parte dos investimentos da holing EBX Brasil SA vai para o Porto do Açu, um complexo gigantesco que está sendo construído pela LLX Logística SA no norte do Estado do Rio de Janeiro. Além do porto, projetado para receber os maiores navios do mundo quando estiver pronto, em 2012, o complexo contará também com uma usina elétrica, uma usina siderúrgica e uma montadora, entre outras empresas. Batista disse que deve anunciar em junho ou julho um acordo com uma montadora "europeia ou japonesa" para construir uma fábrica no Porto do Açu.

Ação da Queiroz Galvão cai 6,4% por conta de poço improdutivo

Valor, EU & S.A. - Ana Paula Ragazzi

          Com pouco mais de um mês de vida na bolsa, a Queiroz Galvão Exploração e Produção desagradou os investidores com seus dois primeiros comunicados relevantes divulgados ontem. As ações caíram 6,36% e fecharam a R$ 20,00. Apesar dos esforços de comunicação, a falta de histórico da empresa com o mercado pesou e os investidores prefeririam vender os papéis. A Queiroz informou que concluiu a perfuração de um dos seus poços, o 1-SPS-80, em águas rasas na Bacia de Santos, e não identificou zonas potencialmente produtivas.
          Também comunicou o fechamento, para manutenção, de três poços do Campo de Manati, operados pela Petrobras. No momento, o campo está produzindo através de um dos seis poços existentes, causando um decréscimo temporário na produção. A Queiroz tem 45% de participação no campo. A empresa explicou ao mercado que, apesar da paralisação, que deve se estender por sete dias, a estimativa de produção do campo para o ano está mantida.

Galp de olho no pré-sal

O Globo, Economia - Ramona Ordonez

          A companhia de petróleo portuguesa Galp Energia informou ontem que planeja levantar € 2 bilhões com a capitalização, no segundo semestre, de sua unidade brasileira, a Petrogal. O objetivo seria investir no pré-sal. A empresa tem participações acionárias em quatro blocos na Bacia de Santos, incluindo 10% do Campo de Lula (ex-Tupi). A direção da companhia fez uma apresentação de seus  planos para 2011 - com previsão de investimentos entre € 1,2 bilhão e €1,5 bilhão - para um grupo de analistas financeiros em um hotel do Rio.
          Segundo o presidente da Galp, Manoel Ferreira de Oliveira, a cidade foi escolhida porque explorar o pré-sal é uma prioridade. No final do ano passado, a espanhola Repsol conseguiu USD 7,11 bilhões ao vender parte de seus ativos no Brasil para a chinesa Sinopec. Ferreira de Oliveira descartou a possibilidade de a Galp fazer o mesmo.

domingo, 13 de março de 2011

Avaliação de Formações - Parte VI

PROCESSAMENTO

          Na etapa de processamento dos dados sísmicos busca-se eliminar alguns erros inerentes ao processo e agrupar os dados dos receptores, de forma a obter, para cada ponto em superfície, um registro da amplitude da onda recebida de acordo com o tempo em que esta foi percebida. A este registro dá-se o nome de traço sísmico (figura 1). A junção de vários traços na linha sísmica resulta na linha sísmica (figura 2), e o conjunto de várias linhas sísmica forma o volume sísmico (figura 3). Para a obtenção deste volume sísmico é necessária a realização de sísmica 3D, descrita posteriormente.
Na figura anterior podemos verificar os traços sísmicos (figura 1), a linha sísmica (figura 2) e o volume sísmico (figura 3).

sábado, 12 de março de 2011

Avaliação de Formações - Parte V

AQUISIÇÀO DE DADOS SÍSMICOS

          O processo de aquisição dos dados sísmicos é semelhante em terra e no mar, variando os equipamentos utilizados. Como o método é o mesmo, repetindo, geração de uma perturbação na superfície através de fontes de energia e recepção das reflexões desta onda através de receptores, outra mudança será a forma de dispor estes equipamentos. Em terra os geofones são enterrados no chão, enquanto que no mar os hidrofones são dispostos em cabos sismógrafos e puxados por uma embarcação. Os receptores são afastados equidistantemente (20 a 50 metros) e o comprimento do cabo sismógrafo pode variar até vários quilômetros (de 5 a 15 quilômetros).
          Após ser efetuado o disparo a onda sísmica passa a se propagar no subsolo, ao encontrar uma interface entre dois tipos de rocha parte da onda sofre refração e continua se propagando para o interior do subsolo e parte da onda sofre reflexão passando a retornar para a superfície. As parcelas das ondas que voltam à superfície são captadas pelos receptores, que registram o tempo de chegada da onda e a quantidade de energia retornada.
          Após o disparo e registro dos dados, tanto a fonte quanto os receptores são movimentados para frente para que seja realizado novo disparo e novo registro. Após vários e vários disparos toda uma linha na área a ser estudada é coberta, passando a fazer o mesmo processo para outra linha, até que seja coberta toda uma área.
          Analisando este processo de aquisição verificamos que um ponto no subsolo é registrado várias vezes por receptores diferentes a medida que a fonte se desloca.
          Na imagem abaixo temos exemplos de aquisição de dados sísmicos.

BNDESPar e Gávea vão capitalizar em R$ 800 milhões empresa de Eike

O Globo, Economia - Henrique Gomes Batista e Lucianne Carneiro

          A MPX, empresa de energia de Eike Batista, anunciou ontem que fará uma capitalização de R$1,3 bilhão para iniciar seus projetos de gás natural no Maranhão e de carvão na Colômbia. Com a operação, o grupo acredita que terá os recursos próprios necessários para os dois projetos, embora a empresa admita que ainda poderá buscar financiamentos especiais no futuro. O grande parceiro da empresa será o BNDES, que vai comprar R$600 milhões em debêntures (títulos privados emitidos pela MPX) na operação. A Gávea Investimentos e a própria MPX entrarão, cada uma, com R$200 milhões.
          Os sócios minoritários poderão aderir à capitalização com aportes de até R$333 milhões, que já estão previstos no valor total anunciado pela companhia. O BNDESPar - que hoje já detém 2,6% das ações da MPX, segundo os dados mais recentes do banco - terá uma participação de 10,4%. A fatia do Eike Batista e sua diretoria, que hoje é de 74,75%, recuará para 63,70%. A Gávea Investimentos responderá por 2,77% dos papéis, enquanto os demais acionistas deterão 23,07%, frente aos 22,65% atuais.

OSX apresenta sua 1ª unidade de produção ao mercado internacional

NN - Redação
          A OSX, empresa do setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, com atuação em construção naval, fretamento de Unidades de Exploração & Produção e serviços de Operação & Manutenção, apresentará pela primeira vez o FPSO OSX-1 ao mercado internacional, na 3rd ANNUAL ASIA PACIFIC FPSO SUMMIT 201. O evento acontecerá em Cingapura nos dias 15 e 16 março, e aborda os FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga de óleo e gás).

           Está prevista a visita de 20 participantes do evento a essa embarcação que chegará ao Brasil no final desse primeiro semestre. O OSX-1 ira operar na Bacia de Campos no segundo semestre de 2011. A embarcação, que está em fase final de customização em Cingapura, foi adquirida pela empresa em 2009 e será afretada à OGX, companhia que também faz parte do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.